PF diz que caixa 2 financiou reforma do sítio de Atibaia

Judith Bessette
Mai 17, 2018

O documento também corrobora com a versão dada em 2017 pelo engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior que, em delação, disse ter recebido R$ 700 mil para custear compra de materiais e serviços relacionados a obra por meio do departamento de propina da empreiteira.

No caso, o ex-presidente Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com o portal de notícias, a defesa de Lula tem afirmado que o ex-presidente nunca recebeu ou solicitou qualquer benefício indevido de qualquer empresa.

O laudo analisa sistemas de controle de pagamentos da empreiteira e atende a pedidos do juiz Sérgio Moro, do Ministério Público Federal (MPF) e da defesa do ex-presidente Lula.

Lula é acusado de receber 1 milhão de reais em propina das empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin por meio de reformas e construção de benfeitorias na propriedade, que não pertence formalmente ao petista, mas era frequentada por ele e sua família.

Em laudo juntado hoje (16) ao processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, referente às obras no sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, a Polícia Federal (PF) diz não ter encontrado menções ao imóvel nos sistemas usados pela Odebrecht para gerenciar o pagamento de propinas.

Curso da AFA "preparatório" ensina argentinos como namorar russas
A Associação de Futebol da Argentina se meteu numa polêmica nesta terça-feira (15) ao oferecer um curso de "idioma e cultura russa" a jornalistas, treinadores, dirigentes e jogadores que vão à Copa do Mundo .

A obra é a mesma cujo nome aparece nos documentos apresentados pelo engenheiro da Odebrecht à Justiça Federal no Paraná.

"Esse Caixa Único [administrado pelo setor de propinas] tem como fonte diversas obras, tanto no Brasil quanto no exterior, inclusive da Petrobras", informa o laudo, assinado por cinco peritos da PF. "Como a defesa demonstrou que nenhum valor desses contratos foi destinado ao ex-Presidente Lula, agora busca-se criar um "caixa geral" com recursos da Petrobras com base em mera retórica como antídoto à prova da defesa", afirma Cristiano Zanin.

Os peritos da Polícia Federal ainda ressaltam que não foram encontrados nos sitemas Drousys e MyWebDay "documentos ou lançamentos que façam referência a termos tais como ATIBAIA, SÍTIO e SANTA BÁRBARA".

Ainda segunda a defesa, o laudo "fez descabidas referências a recursos provenientes de contratos da Petrobras".

O laudo pericial, nessa perspectiva, buscou criar uma nova fórmula em branco para a escolha da jurisdição de acordo com a conveniência dos agentes envolvidos, o que colide com a garantia constitucional do juiz natural (CF/88, art. 5º, LIII) e por isso é inaceitável.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL