PF prende oito em operação contra esquema de lavagem e tráfico internacional

Judith Bessette
Mai 17, 2018

A PF diz que encontrou uma "complexa e organizada estrutura" de tráfico e lavagem. A PF identificou a 'atuação concreta e direta' de dois operadores financeiros (doleiros) já con.

A pasta informou, ainda, que há relação entre os doleiros usados pelo tráfico com pessoas investigadas na Operação Lava Jato.

Na manhã desta terça-feira, ao menos 90 policiais cumprem 26 ordens judiciais, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

As pessoas presas nesta terça formam o "núcleo principal" da organização ligada ao Cabeça Branca.Quase todos os presos tinham acesso ao criminoso, e que o contato com ele era restrito.

"Sabemos que os políticos estavam usando dinheiro do tráfico para pagar propina".

Divulgação  PF
Traficante Cabeça Branca foi preso em 1º de julho de 2017 após ficar foragido por 30 anos
Divulgação PF Traficante Cabeça Branca foi preso em 1º de julho de 2017 após ficar foragido por 30 anos

Como Ceará ocultou da delação os crimes relacionados ao tráfico de drogas, seu acordo pode ser revisto e até revogado.

"Quanto ao operador financeiro ("doleiro") já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal". "Há indícios de um vínculo muito claro do dinheiro do narcotráfico, em espécie, indo parar nas mãos de políticos", afirmou Biasoli. A pasta desarticulou uma enorme estrutura estabelecida para o tráfico internacional de drogas - comandada por Luiz Carlos da Rocha, também conhecido como "Cabeça Branca", sendo um dos maiores traficantes de entorpecentes da América do Sul com conexões em dezenas de países. Entre 2014 e 2017 foram apreendidas 27 toneladas de cocaína.

O doleiro Carlos Alexandre Souza Rocha, o Ceará, que trabalharia para Cabeça Branca, declarou na delação premiada, que foi homologada na justiça, ter feito repasses para os senadores alagoanos Renan Calheiros (MDB), Fernando Collor e o mineiro Aécio Neves (PSDB), além de Randolfe Rodrigues (Rede). "A Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto a 'quebra' do acordo firmado", afirma a PF por meio de nota.

Segundo as investigações, a droga era trazida ao Brasil em pequenos aviões e descarregada nas fazendas do traficante. Além de mandar o dinheiro para o exterior e converter o dinheiro em real, a dupla também comprava imóveis para Cabeça Branca.

Em vez de um perfil violento comum a traficantes que atuam na região da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, Cabeça Branca era conhecido pelo perfil discreto com que conduzia seus negócios.

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