Temer distorce dados de empregos para fazer propaganda do governo

Patrice Gainsbourg
Mai 17, 2018

O convite para a cerimônia marcada para terça-feira, 15, pelo Palácio do Planalto, com o objetivo de celebrar os dois anos do governo de Michel Temer, provocou uma crise e teve de ser alterado de última hora. Participam do evento ministros e políticos da base aliada de Temer. Alcunhado de "Maio/2016 - Maio/2018: O Brasil voltou", o governo Temer enalteceu suas ações sobretudo na economia, apresentando indicadores que demonstram que o país melhorou neste aspecto. "Nestes 24 meses de trabalho, nós avançamos".

"Confesso diante de todos que me sinto responsável pelas atitudes e escolhas que fiz, sempre pensando em um Brasil maior".

Uma cartilha com o slogan "O Brasil voltou" - criado no ano passado pelo publicitário Nizan Guanaes - será distribuída durante a reunião desta terça. Havia uma inflação de 10% quando pegamos o governo e agora baixamos para 3%. O presidente disse que "tirou o Brasil do vermelho". Diante de uma plateia formada por ministros, ex-ministros e alguns deputados, mas sem a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), Temer afirmou que "salvou" a Petrobras do colapso e pregou a conciliação após as eleições.

Bebê atingido por bala perdida no Rio de Janeiro passa bem
A escola divulgou que não houve registro de ações envolvendo troca de tiros em seu entorno, segundo lhe explicou a polícia. O menino, de 6 meses, está internado no Centro Pediátrico da Lagoa e, segundo a unidade, ele passou bem a noite.

Outros pontos defendidos por ele como legado de governo foram as reformas trabalhistas, do Ensino Médio e também o teto para gastos públicos.

Com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Palácio do Planalto afirma ainda que a população ocupada no trimestre de outubro a dezembro de 2017 cresceu em quase 1,8 milhão de pessoas na comparação com o mesmo trimestre de 2016. Temer quer prestigiar Meirelles e dividir com ele o que considera "louros" de seus dois anos de administração. O presidente da mesma forma não comentou sobre a Operação Lava-Jato, ao contrário de quando assumiu o cargo, quando fez elogios às investigações. Na ocasião, assumiu interinamente o governo em decorrência do afastamento da petista Dilma Rousseff, que estava sendo investigada por meio de um processo de impeachment por questões contábeis de governo - "pedaladas fiscais" e edição de decretos sem apreciação do Congresso.

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