Mais de 27,7 milhões de trabalhadores estão subutilizados no mercado

Judith Bessette
Mai 18, 2018

O contingente de subutilizados também é o maior já registado pelo estudo.

Ainda no primeiro trimestre, a taxa nacional de desemprego, calculada em 13,1%, subiu em todas as regiões em relação ao último período de 2017.

Contingente - Em resumo, são pessoas que não estão procurando emprego, mas aceitariam se alguém oferecesse. São os que procuram emprego, mas não conseguiram nos últimos 30 dias. Mas existem outras situações medidas.

Subutilizado é um conceito que abrange três grupos de trabalhadores: os desempregados, os subocupados por insuficiência de horas (pessoas empregadas que gostariam de, e poderiam, trabalhar mais) e a chamada força de trabalho potencial (pessoas que não buscam emprego, mas estão disponíveis para trabalhar).

Conforme o instituto, a população desalentada do Amazonas informou que deixou de procurar emprego porque "não conseguia trabalho adequado, ou não tinha experiência ou qualificação, ou era considerado muito jovem ou idosa, ou não havia trabalho na localidade em que residia - e que, se tivesse trabalho, estaria disponível para assumir a vaga".

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A taxa de desemprego registrada no primeiro trimestre de 2018 foi de 13,1%, aumentando em todas as regiões em comparação com o 4º trimestre de 2017.

A taxa de desalento da força de trabalho, que indica as pessoas que desistiram de procurar trabalho, também foi recorde no trimestre, atingindo 4,1% no primeiro trimestre. Hoje o mundo inteiro enfrenta o desafio do desemprego estrutural. "Isso mostra o quão importante é levantar essas medidas, ainda mais quando sabemos que o perfil das pessoas desalentadas está focado entre a população de baixa renda, jovens, pretos e pardos", comenta.

A média do salário dos homens é maior do que o das mulheres - a diferença é de R$ 555. Por outro lado, cresceu a força de trabalho subutilizada: 36,1%. No Sudeste essa taxa aumentou de 12,6% para 13,8%; no Sul, de 7,7% para 8,4% e no Centro-Oeste de 9,4% para 10,5%. Segundo o IBGE, o rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido por mês chegou a R$ 2.169 no primeiro trimestre de 2018, o que significou estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.173), como na comparação a igual trimestre de 2017 (R$ 2.169). Amapá (21,5) e Bahia (17,9%) foram os estados com a maior taxa de desocupação. No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, o desalento é de 0,8%.

O Brasil tinha 4,6 milhões de pessoas desalentadas no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a uma taxa de desalento de 4,1% da força de trabalho ampliada. "Isso denota uma precarização do mercado".

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