O embate pelo título do Mundial de Clubes 2011, o Santos x Barcelona acabou ontem, com incríveis 4 a 0 sobre o time brasileiro em Yokohama. O que restou foram discussões acaloradas e críticas duras ao Peixe. Mas será que toda essa caça às bruxas tem fundamento?
Sem sombra de dúvida, o Barcelona era o time favorito. Possui Piquét, Puyol, Iniesta e Xavi, jogadores dentro da seleção espanhola, que, para quem tem memória curta, foram os campeões da Copa de 2010 e atualmente, os detentores do posto de time número 1 pela Fifa. Também possuem o Messi, considerado o melhor jogador do mundo. Vendo os resultados dos últimas partidas do Barcelona, observamos um certo padrão: alta porcentagem de posse de bola e goleadas (vide Barcelona x Al Sadd, que terminou em 4×0 e Barcelona x Real Madrid, 3×1) Diante desse juggernaut, como não tremer na base e ficar pensando e repensando táticas e estratégias? O Santos resolveu adotar uma postura defensiva, diminuir o avanço espanhol. Se criticou muito a escolha pelo esquema tático do 3-5-2 de Muricy Ramalho, feita em cima da hora e não testada nos treinos, mas o que mais o Santos poderia fazer nessas condições? Mesmo que a postura de retranca não tenha sido certeira, foi uma postura válida e estratégica por parte de Muricy. O que ele não esperava (ou esperava, mas tinha esperanças de contornar) era que a superioridade técnica do Barcelona, que abriu logo no primeiro tempo uma vantagem de 3 gols. O que não enxerga, porém, é que o time brasileiro segurou o jogo até o fim. Veem-se os 4 gols, mas esquecem as 6 grandes defesas de Rafael. O que precisa é seguir a fala de Neymar ao fim do jogo: “O Barcelona é imbatível, melhor do mundo. Hoje aqui aprendemos a jogar futebol. O Barcelona foi muito superior”. Menos apedrejamento em direção ao Santos, mas observar e aprender com os erros. |
Publicado por Andre em futebol, Futebol Europeu, Mundial de Clubes, Neymar, Opinião em 19 dezembro , 2011
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