A ética no futebol. Vanderlei Luxemburgo adicionou novo tempero à discussão sobre a ética no futebol, após afirmar ter sido procurado pelo São Paulo quando ainda dirigia o Atlético-MG. Para dar fim à polêmica, Milton Cruz, auxiliar-técnico do Tricolor, apontado por Luxemburgo de ter sido o responsável por levar-lhe uma proposta são-paulina, tratou de desmentir o treinador. Famoso por ser um grande descobridor de jogadores, Cruz, sempre que pode, faz as vezes de assessor da diretoria são-paulina e serve de ponte nas negociações. Dessa vez, o olheiro do Tricolor, apesar de ter confirmado a ligação a Luxemburgo, negou que tenha feito um convite ao treinador. Segundo ele, Luxemburgo é seu amigo e a ligação foi feita com a intenção de apoiar o técnico que, à época, passava por dificuldades no Atlético-MG.
Não importa quem esteja falando a verdade. Muita hipocrisia ronda o futebol e a bandeira da demagogia é tremulada por dirigentes e profissionais que não têm moral alguma para levantar questões moralistas. Esse tipo de situação serve para que as pessoas passem a enxergar que, como em qualquer mercado de trabalho, os profissionais são procurados por outras empresas. Parte deles a iniciativa de cumprirem ou quebrarem seus contratos. O que importa, nesses casos, é o bom senso. Em se tratando de treinador, o mais correto, ao meu ver, é pesar o quanto sua contratação gerou de gastos ao clube. No caso de Luxemburgo todos sabem que, junto com ele, são contratados profissionais de sua confiança e jogadores indicados. O que faz com que o clube que ele dirija invista num projeto a longo prazo, que trará grandes prejuízos caso o trabalho seja interrompido. |
Publicado por Douglas Teixeira em Bastidores, futebol, Opinião em 13 outubro , 2010
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